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Escrevendo Belas Artes!
Conheçam a arte escrita de Jair F. da Silva Jr., membro da Academia de Letras do Brasil - ALB.
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10/04/2016 19h36
(Foto: Presidente Geral da Academia de Letras do Brasil - ALB, Dr. Mario Roberto Carabajal Lopes.)

(cliquem aqui para verem as fotos da solenidade)

 

 

CARTA DE AGRADECIMENTO À ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL – ALB PELO HONROSO TÍTULO A MIM CONFERIDO

 

Na noite de 05 de dezembro de 2015, no auditório do SESC de São José do Rio Preto - SP, foi realizada a solenidade que tinha por finalidade instalar uma seccional da Academia de Letras do Brasil - ALB no município e dar posse aos novos Imortais.

 

Tocados por Euterpe, o renomado maestro Imortal Paulo de Tarso (formado pela USP, ao piano) e o talentoso violinista Paulo Arroyo (da Camerata Jovem Beethoven, filho da artista plástica Imortal Jane Arroyo) honraram a Apolo com interpretações tocantes, dignas das lágrimas dos presentes!

 

Foi nessa belíssima e emocionante cerimônia que tive a honra de ser empossado como Imortal da nobre Academia! 


Agradeço à ALB, ao Presidente Geral, Dr. Mario Roberto Carabajal Lopes, à querida Imortal Cecília Dionizio, Vice-presidente da seccional de São José do Rio Preto-SP e a todos os presentes na cerimônia por tamanha honra, por me proporcionarem esse momento único, mas agradeço em especial à Presidente da referida seccional, minha grande e estimada amiga Roseli Arruda, que tornou possível minha diplomação ao acreditar em mim como Ser Humano e como artista, por sempre me incluir em seus grandiosos projetos humanísticos e por lutar para levar minha arte ao público!

 

Também agradeço em especial aos meus pais não só por tornarem possível minha presença na solenidade, mas também pelo apoio e sacrifício de sempre!

 

---

 

Quando li sobre a ALB pela primeira vez, o que mais me chamou atenção foram as palavras “Ordem de Platão”!

 

Logo me lembrei da primeira Universidade do mundo, a ACADEMIA DE PLATÃO na Grécia Antiga! Falando de forma bem singela, a Academia era um lugar para filosofar e desenvolver novos saberes, para educar a alma através do uso da razão inspirada pela arte; era um lugar de culto à língua e à literatura, à matemática, à música e à beleza na constante busca pelo ritmo e harmonia da alma que nos levam ao cultivo da sabedoria e das virtudes! A Academia era um lugar de diálogo, de livre-pensamento e liberdade de expressão.

 

Pensando nisso, fica fácil ver muito da Academia de Platão em nossa Academia, mas há um outro lado da Academia de Platão que destoa muito da nossa e pode levar algumas pessoas a verem nisso uma contradição, uma grande quebra de harmonia! No entanto, vejo isso apenas como aquelas dissonâncias e quebras de ritmo que tornam mais belas, profundas e dramáticas as melodias! Se a Academia de Platão é o tema da Música das Esferas, certamente a nossa Academia é uma variação desse tema!

 

Por que não vamos direto ao ponto para entendermos o contraponto? É verdade: apesar de Platão amar a arte, repudiava com veemência sua banalização pelos artistas de seu tempo, em especial pelos poetas trágicos, por sempre jogarem sobre os deuses a responsabilidade pelas ações dos homens!

 

Para Platão a arte tinha potencial para tornar o Homem divino, imortal, mas só quando servisse de instrumento pedagógico à filosofia, por isso tinha problemas com a arte de seu tempo, que para ele era medíocre e sem alma, sem essência, vazia; desprovida de um propósito elevado em uma Atenas que necessitava cada vez mais de cidadãos comprometidos com a razão e com o seu papel na polis – devemos nos lembrar de que aqueles deuses que hoje para nós não passam de mito, de ficção em versos, para o povo de seu tempo constituíam uma verdade religiosa com a qual ele tinha que travar batalhas diárias em nome da razão e da ética.

 

É por tudo isso que alguém poderia ver uma grande dissonância entre o tema de Platão e o nosso, pois ele acreditava que a arte não deveria ser livre e que deveria ser controlada pelos filósofos a fim de cumprir seu papel arrebatador na sociedade!

 

Não devemos nos esquecer de que essa é uma visão de seu tempo, limitada a um contexto de escravidão, xenofobia e misoginia. Era um mundo de grandes desigualdades sociais e certamente os helenos não eram aqueles patronos da justiça e da liberdade que acreditavam ser!

 

Mas o tempo passou e o mundo evoluiu: hoje usamos a religião de seu tempo apenas como mito, como metáfora dentro da Poesia ou como tema para as outras formas de arte. E dentro da espiritualidade contemporânea, tão diversa, vemos na arte um espírito renovado: hoje a arte pode ter alma! Afinal, independente do estilo, das regras e do tema, a arte precisa ter alma!

 

Assim sendo, quando digo que vejo muito da Academia de Platão em nossa Academia é porque vejo a todos nós em uma posição privilegiada na história, e assim podemos ver a Academia em outro contexto, ou seja, com os olhos de um artista contemporâneo e não com os olhos de um filósofo grego da antiguidade, obviamente! Vejo nossa Academia como uma harmoniosa variação contemporânea de um tema antigo!

 

Estamos, sim, em uma posição privilegiada na história, pois temos à nossa disposição milênios de conhecimento acumulado e compartilhado, responsáveis pelo grande avanço científico, tecnológico e humanístico dos últimos séculos. Pisando o presente, podemos olhar para trás e para frente, conciliando o antigo com o novo a cada passo. Falando de Poesia, é esse andar elegante e único que move meu Ser, que me faz escrever livre de grilhões rimados e metrificados, flertando com os estilos modernistas e contemporâneos que envolvem a juventude do meu corpo, mas fiel à ancianidade da minha alma, que apaixonada recita Poesia Clássica e tragédias gregas ao meu coração – perdoe-me, Platão!

 

É justamente pelo que o grande filósofo pensava dos poetas, que nos cabe a nobre missão de redimi-los perante ele, mostrar-lhe que podemos ser mais que rimas e métricas, que podemos ser o tipo de artista que ele sonhou! O que não conseguiram fazer nem mesmo os grandes poetas do seu tempo, certamente é missão ambiciosa e árdua – talvez arrogante e quimérica – para nós que nos consideramos muito abaixo deles, que nos colocamos a seus pés, mas somos a voz jovem da Poesia para um mundo novo nesse caótico Novo Mundo, com ideias e sentimentos que ressoam do peito à nossa língua em cantos que ecoam pela ALB e encantam até o Velho Mundo não só em terras portuguesas, mas também em terras suíças, inspirando corações e mentes com o canto e a graça do Cortejo de Apolo! É uma tarefa não para os mestres antigos, presos aos seus contextos e às suas limitações geográficas e sociopolíticas, mas para nós (inspirados por eles), os aprendizes modernos, modernistas, pós-modernos, livres-pensadores em um contexto pós-revolucionário de inovação e evolução, cidadãos não de uma polis gestante de um embrião de democracia e liberdade, mas cidadãos do mundo, um mundo globalizado – falamos sua língua! Ao nos inspirarmos em milênios de arte literária acumulada, ao “traduzirmos” as línguas mortas dos poetas clássicos para a linguagem viva da Poesia contemporânea, nela insuflamos aquela alma velha que viaja nos arquétipos através das eras, e assim temos uma Poesia plena de essência, com espírito renovado, capaz de tocar o coração das pessoas de forma singular! De nada servem a tinta e a pena se esta não é soprada pelo poeta para fazê-la voar através do tempo e do espaço a fim de ganhar vida! O sopro do poeta é o fôlego da Poesia!

 

Como bem sabem meus nobres confrades, a Academia de Letras do Brasil – ALB foi fundada no dia 02 de dezembro de 2001 com a finalidade de servir à literatura nacional como uma urgente e necessária alternativa à tradicional Academia Brasileira de Letras, restrita a apenas 40 cadeiras em um país com mais de 200 milhões de habitantes distribuídos em um território bem vasto. Apesar de nascer como uma Academia de ressonância nacional, a ALB cresceu, rompeu a barreira titânica do Oceano, rompeu a barreira do idioma e alcançou terras estrangeiras, tornando-se uma organização internacional de cultura com registro na NGO-ONU e com Registro de Transparência da União Europeia – EU, atuando em países que mantém relações diplomáticas com nosso país e tendo como representante europeia a seccional da Suíça, bastante ativa – vivemos uma fase bem interessante de desenvolvimento, estruturação e consolidação!

 

Além de ser considerada uma Academia Mundial da Ordem de Platão, a ALB se posiciona como “politicamente ativa”, levando-a naturalmente a outra nobre missão: iluminar a escuridão política brasileira, tão profunda quanto o Tártaro grego! Se a Academia conseguisse esse feito tão mítico e sobre-humano – digno da tripulação da Argos, repleta de semideuses –, talvez pudesse redimir os políticos perante Platão, pois ele repudiava os políticos de seu tempo, tão violentos e corruptos! Apesar de me sentir tão descrente quanto o filósofo ao repudiar os políticos de meu tempo pelas mesmas razões – parece que o mundo não muda –, reconheço o alto potencial humanístico dos membros da ALB, então fica aqui o hercúleo desafio!

 

Utopia? Talvez, mas como não sonhar com o futuro ao pensar em nossos membros? Como evitar que um corpo acamado, vitimado pelo câncer da corrupção humana, sonhe em ter seus membros ativos outra vez, prontos para agirem e se moverem novamente pelo mundo, movendo o mundo?

 

É pelos membros que em nossa Academia podemos voltar a sonhar, sonhar o sonho de Platão, senti-lo crescer e evoluir nas mentes e corações desses artistas, cientistas e livres-pensadores que a ALB acolhe e reúne sob sua égide, sejam eles escritores ou não, sejam eles oriundos de universidades ou de sua própria dedicação e talento – no caso dos artistas, devemos nos lembrar de que as universidades não deveriam exigir tanta ciência da arte a ponto desta se perder!

 

É por voar junto às suas almas que a ALB vê no insigne coração ígneo de cada membro – tenha este alma de filósofo, cientista ou artista – o iluminado sonho do Humanismo!

 

Ao reunir esses membros com o fim único de alcançar a sabedoria e transformar a sociedade, nossa Academia consegue unir o que considero a trípode do conhecimento humano: ciência, filosofia e arte!

 

Como já sabemos, a razão filosofa e produz conhecimento, faz ciência e a ciência faz de nós cientistas; mas o que a alma diz, aos brados ou em completo silêncio, o coração – que tudo entende – apenas sente; e é esse sentir do coração que faz a arte, e ela nos torna artistas!

 

E, com todo o respeito aos confrades cientistas, como esse mundo extremamente positivado e fragmentado precisa de arte e de nós, artistas – diria que nem mesmo Platão pôde fugir disso, posto que para fundar sua Academia no bosque consagrado a Atena (sabedoria), foi obrigado pelo Estado a consagrá-la a Apolo e suas musas (arte)!

 

Assim como a razão e a alma (através do coração) precisam estar em harmonia, como artistas precisamos nos unir aos filósofos e cientistas em uma Academia onde sejam cultivados os mais elevados valores humanísticos!

 

O Humanismo vem de toda alma que sonha deliciosamente, que suspira e inspira o peito; que quando tem pesadelos, grita apavorada ao coração!

 

O Humanismo vem daquelas almas luminosas que inspiram o próprio coração a ponto de clarear a própria razão e leva-la a mover o corpo em prol do próximo, respaldada pelo conhecimento científico e pelos ideais filosóficos, mas é através da ARTE que a alma celebra a vida e o Ser Humano;

 

Que o inspira a ouvir aqueles suspiros e gritos da alma que ressoam no peito;

 

Que o leva a cantar e propagar seus ideais como ondas a serem singradas pela consciência (elo entre coração e razão);

 

Que o faz sentir a harmonia dos ideais filosóficos ao dançar a Música das Esferas;

 

Que o faz cinzelar a pedra ao busto e a lapidar as gemas das virtudes que cravejam o coração de ouro fundido;

 

Que o faz redesenhar o mundo, sair do Surrealismo e pintar um novo quadro, por vezes Impressionista ou Expressionista (ainda que Abstrato), a fim de vê-lo sob uma nova perspectiva;

 

Que o faz reescrever em Poesia e Prosa a nossa história!

 

Somos artistas pós-modernos, contemporâneos, e isso nos deixa na vanguarda, à frente de nosso tempo e no front de uma luta pelo conhecimento, justiça e igualdade; uma batalha pelo Ser Humano!

 

Afinal, a razão nos deu conhecimento e ciência, nos deu poder, e assim nos diferenciamos na natureza; mas é a alma, através da arte, que nos diferencia dos demais mortais!

 

Não como deuses, mas como mediadores destes, como instrumentos tocados pelas musas, que tanto nos inspiram!

 

E é pela intimidade com essas divindades do Cortejo de Apolo que o artista corteja o destino com graça desde sua trípode, qual pítia a serpentear entre presente, passado e futuro!

 

Não precisamos da violência dos heróis de outrora para que o nosso nome ressoe através dos séculos, pois nossas almas são luminosas, muito diferentes das meras sombras do imaginário grego antigo!

 

É assim, com esse olhar luzidio e privilegiado que só as almas podem ter sobre o Cosmo e sobre o mundo, sobre deuses e mortais, que o artista tem o poder de transformar e de encantar, de persuadir Caronte, de seduzir o Rei dos Mortos e Perséfone a fim de guiar a humanidade para fora do Hades, intentando o grande feito de obter mais êxito que Orfeu com sua lira em seu sonho desesperado de libertar Eurídice, sem saber (o artista) se terá o mesmo fim do poeta – somente nós sabemos quantas Mênades nos perseguem pelos caminhos da vida e tentam despedaçar-nos!

 

Esta Academia não faz de nós deuses, mas nos alimenta com ambrosia para que nossas almas possam seguir seu caminho sobre o dorso de Gaia, com delicados passos sem fim; para que nossas almas sintam-se verdadeiramente vivas!

 

Esta Academia não faz de nós deuses, mas é o cálice de Hebe no Olimpo onde humildemente bebemos o néctar da imortalidade, o qual chamamos ARTE!

 

Esta Academia não faz de nós deuses, mas nos torna IMORTAIS!

 

Muito obrigado!

 

 

Cáceres-MT, 02 de abril de 2016.

 

Jair F. da Silva Jr.


Publicado por Jair F da Silva Jr em 10/04/2016 às 19h36
Copyright © 2016. Todos os direitos reservados.
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20/06/2013 19h03
“Four Seasons”, da artista Zazaa Ganbold.

MÚSICA, POESIA E PINTURA:

AS QUATRO ESTAÇÕES DE VIVALDI,

AS PINTURAS E OS SONETOS

ILUSTRATIVOS!

 

I. UMA BREVE INTRODUÇÃO

Pretendo oferecer a vocês uma experiência completa envolvendo música, poesia e pintura através da famosa obra musical As Quatro Estações de Vivaldi, mas antes precisamos entender melhor essa maravilhosa fusão entre as três formas de arte, então vamos conhecer um pouco de sua história (não sobrecarregarei o texto com informações que podem facilmente ser pesquisadas na internet, como as biografias dos artistas citados no texto, por exemplo; caso pretendam dispensar o conhecimento aqui compartilhado, rolem a página para baixo e vão direto para a segunda parte da publicação, intitulada "Apresentação do Material")!

 

A MÚSICA

Inspirado nos quadros das estações do pintor Marco Ricci, o compositor italiano Antonio Vivaldi (1678 – 1741) compôs quatro concertos para violino e orquestra de cordas que viriam a ser o início de uma série de doze publicados em Amsterdã no ano de 1725 sob o título Il Cimento dell”Armonia e dell”Invencione, todos indexados com o número de Opus 8. Os quatro concertos ficaram conhecidos como “As Quatro Estações” e são os mais populares entre as 770 obras de autoria do Padre ruivo. São concertos que retratam as estações do ano em detalhes, procurando reproduzir seus sons e sensações através dos instrumentos musicais.

 

A POESIA

Para que os músicos pudessem executar melhor as peças, Vivaldi inseriu indicações nas partituras dos concertos, onde descrevia de forma breve o que era representado em determinados trechos, como ventanias, tempestades, o sono de um pastor, danças, pássaros cantando ou o latido de um cão! Posteriormente, Vivaldi inseriu na partitura do primeiro Violino de cada Concerto um Soneto descrevendo o que a música retratava, e esse Soneto era também apresentado ao público; a ideia era que os músicos e a plateia entendessem melhor a obra e pudessem ter uma experiência completa, para que as ideias sugeridas pela música formassem em suas mentes as imagens que ele esperava, e assim produzissem as sensações correspondentes – essa era a Música Programática que encantava a todos! Não se sabe a autoria dos sonetos, e especula-se que podem ter sido escritos pelo próprio Vivaldi, por algum fã ou sob encomenda (como parte de um projeto), mas o que é certo é que são posteriores à composição dos concertos – assim como as indicações. O fato é que ler os sonetos durante a audição dos concertos dá uma nova dimensão à experiência; e ler as indicações das partituras permite uma compreensão e apreciação plenas da obra, tornando a experiência profunda e prazerosa! Fornecerei não só os sonetos para leitura enquanto ouvem os concertos, mas também as indicações junto com o trecho da música ao qual elas aludem. Vocês vão perceber que muitas das indicações são muito parecidas com alguns versos do Soneto, então fica a dúvida: quem foi escrito primeiro? Felizmente, isso não importa! Infelizmente, não encontrei na internet os sonetos traduzidos para o português por um Poeta (para manter a forma do Soneto), apenas traduções livres! Assim sendo, disponibilizarei o Soneto original em italiano, uma tradução para o castelhano que mantém a forma do Soneto – feita pelo Poeta e Escritor cubano David Cherician – e a tradução livre para o nosso idioma. No caso das indicações, o material em português encontrado na internet diverge muito, o que sugere que são traduções livres (como no caso dos Sonetos); como não encontrei traduções oficiais do italiano para o português, recorri às traduções para o castellano e para o inglês, e como não sei se são oficiais, optei por adotar as traduções livres, o que de modo algum irá interferir na compreensão e apreciação da obra! 

 

A PINTURA

O artista Jean Von Blasenberghe pintou uma série de quatro quadros para a primeira audição pública dos concertos. Com isso Vivaldi completava seu espetáculo de Música Programática e mostrava todo seu gênio inovador e criativo, imortalizando seus concertos e seu nome! A música por si só já é bela e sublime o bastante para isso, mas a união com a poesia e a pintura torna sua Música Programática única! Infelizmente, apenas três das pinturas originais sobreviveram e estão guardadas em museus, fora de exibição. Não há fotos dessas pinturas na internet, e em nenhum lugar encontrei as pinturas de Marco Ricci que inspiraram os concertos. Tampouco pude localizar pinturas que retratassem o que Vivaldi procura passar nos concertos! Diante disso, decidi usar pinturas contemporâneas que nada tem a ver com o período Barroco (da época de Vivaldi) ou com os concertos, mas que foram inspiradas nas estações do ano!

 

II. APRESENTAÇÃO DO MATERIAL

Terminada essa pequena introdução, vamos à magistral obra em detalhes! Cliquem logo abaixo no Concerto referente a cada estação para ouvi-lo como música de fundo enquanto leem o Soneto correspondente. Depois, voltem à tela da estação clicando em "<< Voltar" e cliquem nas indicações abaixo de cada movimento (na mesma estação) para ouvirem os principais trechos e lerem suas respectivas descrições.    Para  voltar  a  essa  publicação  e  escolher  outra  estação,  cliquem   em "<< Voltar ao início". Sintam-se em meio ao espetáculo – vejam, ouçam e sintam o que as belas artes tem a oferecer! Boa audição e boa leitura!

 

 

 

 

 

A PRIMAVERA

 

SONETO E MÚSICA COMPLETA:

Concerto para Violino, Cordas e Baixo Contínuo em Mi Maior, Op. 8 Nº 1, RV 269 "A Primavera" (de "As Quatro Estações")

 

INDICAÇÕES DA PARTITURA (TEXTO E ÁUDIO):

 

1° Movimento: Allegro

Chegou a Primavera.

Canto dos pássaros.

Murmúrio das fontes.

Trovões.

Canto dos pássaros.

 

2° Movimento: Largo

Cão latindo; Murmúrio das folhas e plantas.

Pastor dormindo.

 

3° Movimento: Allegro Pastorale

Dança pastoral.

 

 
 
 
 
 
 
   O VERÃO

 

SONETO E MÚSICA COMPLETA:

Concerto para Violino, Cordas e Baixo Contínuo em Sol Menor, Op. 8 Nº 2, RV 315 "O Verão" (de "As Quatro Estações")

 

INDICAÇÕES DA PARTITURA (TEXTO E ÁUDIO):

 

1° Movimento: Allegro Non Molto

Languidez decorrente do calor.

Cuco.

Rolinha.

Pintassilgo.

Doce Zéfiro.

Disputa dos ventos.

O camponês lamenta.

 

2° Movimento: Largo - Presto

Moscas e moscões.

Trovões.

 

3° Movimento: Presto (tempo impetuoso de'state)

Temporal veraneio.

 

 

 

   O OUTONO

 

SONETO E MÚSICA COMPLETA:

Concerto para Violino, Cordas e Baixo Contínuo em Fá Maior, Op. 8 Nº 3, RV 293 "O Outono" (de "As Quatro Estações")

 

INDICAÇÕES DA PARTITURA (TEXTO E ÁUDIO):

 

1° Movimento: Allegro Non Molto

Dança e canto dos camponeses.

Aldeão ébrio.

O ébrio adormece.

 

2° Movimento: Largo - Presto

Ébrios adormecidos.

 

3° Movimento: Presto (tempo impetuoso de'state)

Caçada.

A fera foge.

Espingardas e cães.

A fera morre fugindo.

 

 

 

   O INVERNO

 

SONETO E MÚSICA COMPLETA:

Concerto para Violino, Cordas e Baixo Contínuo em Fá Menor, Op. 8 Nº 4, RV 297 "O Inverno" (de "As Quatro Estações")

 

INDICAÇÕES DA PARTITURA (TEXTO E ÁUDIO):

 

1° Movimento: Allegro Non Molto

Tremer congelado.

Horrível vento.

Correr e bater os pés pelo frio.

Bater os dentes.

 

2° Movimento: Largo - Presto

Chuva.

 

3° Movimento: Presto (tempo impetuoso de'state)

Caminhar sobre o gelo.

Caminhar devagar e com cuidado.

Andar rápido e escorregar.

Cair no chão.

Correr sobre o gelo...

...sem que o gelo se rompa.

Vento Siroco.

Vento Bóreas e todos os ventos.

 

 

Nota sobre as fotos: telas individuais (Spring, Summer, Autumn e Winter) do quadro composto "Four Seasons" da artista contemporânea Zazaa Ganbold. A pintura no topo da publicação é o quadro individual "Four Seasons", também da artista. Todas foram pintadas usando técnicas mistas com tinta acrílica.

 


Publicado por Jair F da Silva Jr em 20/06/2013 às 19h03
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17/06/2013 16h43
FORTUNA IMPERATRIX MUNDI (letra e música do prólogo da Cantata “Carmina Burana”, de Carl Orff)

Fortuna Imperatrix Mundi quer dizer "Fortuna, Imperatriz do Mundo" em latim, e é o prólogo da Cantata “Carmina Burana - Cantiones profanae cantoribus et choris cantandae”, de Carl Orff, dividido em duas partes onde é invocada a deusa Fortuna. Essas duas músicas foram minha inspiração para a trilogia de poemas Fortuna Dominatrix Mundi da série de Poemas "Salão de Jogos". 

Fortuna em latim quer dizer "sorte", e nos poemas faz referência tanto a sorte propriamente dita quanto a deusa romana da sorte, Fortuna. Em 1937, Carl Orff musicou alguns dos Carmina Burana sob o título “Carmina Burana - Cantiones profanae cantoribus et choris cantandae”. Os Carmina Burana são poemas escritos em latim (em sua maioria) por goliardos (monges errantes). Esses poemas estão presentes no Codex Latinus Monacensis, um manuscrito do século XIII encontrado no convento de Benediktbeuern (antiga Bura Sancti Benedicti), próximo à cidade de Bad Töz (Alta Baviera). Em 1847 Johann Andreas Schmeller publicou a coleção de poemas do códice sob o título “Carmina Burana”, que em latim pode ser traduzido como “Canções de Benediktbeuern”. 

 

Para ler e ouvir as duas músicas de FORTUNA IMPERATRIX MUNDI, clique AQUI;

Para ler a trilogia de poemas FORTUNA DOMINATRIX MUNDI, clique em cada uma das três partes:

Primeira Parte - DAMA DE OUROS

Segunda Parte - A ÚLTIMA CARTADA

Terceira Parte - JOGOS DE GUERRA

 


Publicado por Jair F da Silva Jr em 17/06/2013 às 16h43
 
08/06/2013 18h42
SITE CONCLUÍDO (Inauguração)!


Nem sei se vou usar muito esse Blog, mas registro aqui a conclusão do site depois de muito trabalho! Espero que tenha ficado agradável de visitar e prático para leitura! Logo irei inserir músicas de fundo para alguns poemas, mas para isso preciso de uma internet decente! Abraço a todos! smiley



Publicado por Jair F da Silva Jr em 08/06/2013 às 18h42

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